quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A perda

A tristeza de perder uma pessoa que ainda está viva pode ter intensidade diferente para cada um. Mas, é inevitável buscar explicações e até mesmo desculpas para justificar sua parcela de culpa. E aí você pensa: por que a perdi? Errei em que e quando? Pensa...pensa...E chega à conclusão de que errou tanto, que não há como apontar apenas um erro.

Errou por gostar demais, ou de menos. Por ser carinhoso demais, ou por ter deixado de dar carinho. Por nunca ter tido tempo para se dedicar. Ou tempo para estar próximo àquela pessoa que você afirmava que gostava tanto. Até mesmo por ter ficado perto demais. Errou, ainda, por ter sido egoísta. Por exigir coisas impossíveis e irracionais. Por omissão. Por querer bem.

E nessa hora bate aquela sensação horrível. Perder, o que quer que seja, não é nada bom. Quando o que se perde é a uma pessoa, nossa...
Como agir, então? Será que já inventaram um manual de instruções para essas situações? Se alguém souber uma fórmula mágica, por favor, me avise!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Homens do Tempo


Seis e meia da manhã. O celular desperta (hoje em dia poucas pessoas utilizam o despertador). É hora de sair para mais um dia de guerra. Não apenas pela sobrevivência, garantia do emprego (do estágio no caso dos estudantes como eu) e de que as contas – muitas por sinal – sejam pagas. Guerra contra o tempo. Nos rendemos a ele, talvez de forma irreversível. Temos hora marcada para tudo e para nada.

Bom, o tudo, seria seu trabalho estressante, os quatro ônibus (todos lotados) que você tem que pegar por dia, o trânsito caótico, as reuniões intermináveis para discutir praticamente as mesmas coisas e uma infinita lista de coisas corriqueiras, que cansam tanto...Já o nada, seriam as coisas legais. Ter tempo para si, para os outros, para fazer as coisas que você gosta, ou simplesmente descansar.

E nós temos esse tempo? Não, não temos. Podemos dizer então, que somos os homens do tempo! Pertencemos a ele e muitas vezes não nos damos conta disso. Ou melhor, não temos tempo para perceber isso. E a frase do momento, você sabe qual é? "Ando tão sem tempo ultimamente, minha agenda está lotada". Mas como não temos tempo se o tempo não pára? Será que não fomos nós que deixamos ele assumir o controle da humanidade? Sim, não, um pouco. Para essa pergunta, surgem várias e diferentes respostas. Por enquanto, o que parece, é que o tempo hoje, pode ser considerado como controlador universal, “como o dono do mundo”...

Obs: Faltou tempo para concluir. Rsrsrs. Então vou fazer uma minissérie (ainda não sei em quantos capítulos) sobre o tema....


segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Drunkorexia": Você sabe o que é?

“Drunkorexia” pode ser nova doença ligada à alimentação


Por Priscila Silva

Apetite por bebida, alcoolorexia ou bebadorexia. Essas seriam traduções livres para o termo “drunkorexia”, um neologismo — palavra ou expressão de criação recente ou atribuição de novo sentido a uma antiga — que há pouco tempo é utilizado pela imprensa americana para se referir ao consumo de álcool ao invés de alimentos, com o objetivo de reduzir ou manter o peso.

O que vem sendo chamado de “drunkorexia” (junção das palavras “drunk”, que significa embriagado, bêbado em inglês e o radical do latim “orex”, que quer dizer apetite), aliás, termo ainda não reconhecido pelos médicos, trata-se de mais um sintoma de doenças como bulimia ou anorexia.

Quem tem bulimia, alimenta-se normalmente, mas costuma vomitar e usar laxantes para reduzir a absorção dos alimentos pelo organismo. Na anorexia, há uma distorção da imagem corporal e redução drástica do peso. Além disso, a pessoa tem uma preocupação excessiva com o número de calorias dos alimentos e também por dietas.

Já na “drunkorexia”, a pessoa receberá quantidades suficientes de calorias (energia) provenientes apenas do álcool. O uso de bebidas alcoólicas será geralmente excessivo e de uma só vez, assim como podem ser os alimentos no caso da bulimia. “No final, temos a soma dos efeitos depressores e relaxantes do álcool, com características dos quadros bulímicos, como comer ou beber excessivamente”, explica o psiquiatra da Clínica de Atendimento Multidisciplinar À Prevenção e ao Tratamento da Toxicomania (CAMT), Fernando Siqueira.

As mulheres, principalmente as jovens, estariam no topo da lista das pessoas que têm os sintomas da “drunkorexia”. Elas bebem excessivamente e não comem o dia todo para compensar as calorias que ganharam ao ingerir bebidas alcoólicas. Uma das explicações cogitadas para o surgimento desse novo tipo de transtorno alimentar, seria a imposição de um padrão de beleza pela sociedade contemporânea, em que só é belo quem é magro.

Por enquanto, não existem estudos clínicos completos sobre a “drunkorexia”. Mas, é bom ficar atento, porque transtornos relacionados com a alimentação e consumo de álcool em grande quantidade já são considerados problemas em ascensão, preocupam vários países e desafiam, cada vez mais, os especialistas a encontrarem explicações precisas sobre o que leva uma pessoa a ter esse tipo de comportamento.

Brasil esquece o trauma de Atenas e atropela as russas





Acordei às 3h30 para assistir a equipe brasileira feminina de vôlei jogar contra as gigantes russas. E esse sacrifício valeu a pena. Devo confessar que não acreditava muito nas meninas do vôlei por elas se mostrarem sempre muito inconstantes em quadra. Mas, pode ser que finalmente elas tenham encontrado o equilíbrio, pelo menos, durante a partida contra a Rússia, isso ficou evidente.

Com uma atuação sensacional da levantadora Fofão – arrancando suspiros do treinador da equipe russa que chegou a declarar que se tivesse uma levantadora como ela no time ganharia as olimpíadas - o Brasil venceu por um placar histórico e pouco provável para um jogo olímpico, principalmente porque a Rússia foi prata em Atenas (passando pelo Brasil naquele jogo inacreditável).


Foi um grande jogo, entretanto, vale lembrar que as russas estavam irreconhecíveis. Com parciais de 25x14, 25x14 e 25x16, o Brasil não se importou com o fato de a Rússia ter jogadoras altíssimas, como a Gamova, que impressiona com os seus 2.02m. Sheshenina, levantadora titular, foi substituída pela reserva porque não agradou o técnico russo. A substituição não deu certo. Sem poder ofensivo e, muito menos defensivo, a Rússia não mostrou nem nessa partida, nem no jogo de estréia contra as italianas, porque ficou com a prata em 2004, naquela famosa partida em que o Brasil estava a um ponto de fechar o jogo, no inesquecível 24x19 e permitiu que as gigantes virassem, levassem a decisão para o quinto set e fechassem o jogo.


Parece que esse trauma ficou para trás, e o vôlei da Rússia, também. Agora, é esperar que nas próximas partidas as meninas mantenham esse fluxo de jogo e, principalmente, continuem controlando o emocional. Se jogar como hoje, a equipe tem grandes chances de conquistar um lugar no pódio.


Com duas vitórias e a soma de quatro pontos, as brasileiras lideram o Grupo B. O próximo confronto será contra a Sérvia, na madrugada da quarta-feira, no mesmo horário, às 3h30. Se vencer, a equipe já estará classificada para a próxima fase.






sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Delegação do Brasil




A delegação brasileira parecia estar animada (pelas fotos, já que eu não assisti à abertura), mas o figurino....

O mais importante evento esportivo já começou


Cruzeiro vence mais uma e continua na cola do Grêmio

Na disputa entre o saci e a raposa, ela levou a melhor. O Cruzeiro fez a sua parte jogando em casa e confirmou que a boa fase não é apenas sorte. O grande destaque foi o goleiro celeste. Fábio fez algumas defesas importantes durante a partida e, quando o time ganhava somente por um gol de diferença, na primeira etapa, defendeu a cobrança de pênalti de Nilmar, levantando os quase 31 mil torcedores que compareceram ao Mineirão ontem.

Em uma noite em que o Inter esqueceu o futebol em casa, o Cruzeiro jogou bem (poderia ter sido melhor nas finalizações) e venceu por 2x0, placar que não refletiu a boa atuação. Com gols de Magrão aos três minutos do primeiro tempo e do zagueiro colorado Sorondo(contra), aos dois minutos da etapa final, o Cruzeiro voltou a encostar no Grêmio. O time celeste tem agora 36 pontos e o tricolor 38.

O vencedor do primeiro turno será definido na última rodada. E, pelo retrospecto da “era dos pontos corridos”, todos os times que terminaram o turno inicial na ponta da tabela foram campeões. Na próxima rodada o Cruzeiro enfrenta a Portuguesa, no Canindé, e o Grêmio joga no Mineirão, contra o Atlético. Alguns jogadores já disseram que vão torcer para que o Galo consiga pelo menos um empate. Se isso acontecer, e o Cruzeiro ganhar, fica com o título simbólico do primeiro turno.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Cruzeiro recebe o Inter no Mineirão esta noite

O Cruzeiro enfrenta o Colorado hoje, às 20h30, no Mineirão, e precisa vencer para não deixar o atual líder do campeonato, Grêmio, disparar. Após ganhar do frágil Ipatinga (lanterna absoluto do brasileirão) o Grêmio abriu 5 pontos de vantagem sobre a Raposa. Por ironia, os torcedores tricolores talvez torçam esta noite para o maior rival, só pra garantir que o Grêmio se isole na tabela.

No Mineirão, a vantagem é da raposa. São 26 jogos no estádio de Belo Horizonte, com 15 vitórias do Cruzeiro e apenas quatro do Inter, além de sete empates. Vamos ver se o Cruzeiro confirma esse favoritismo hoje e se mantém na segunda colocação.

“Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar"


Fusão de ritmos musicais importante, nosso gênero musical passou por algumas transformações, conquistou espaço entre o público jovem, e é constantemente fonte de inspiração para a MPB

Por Cleanderson de Paula, Daniel Henrique, Fabius Alvim, Marcus Ramos e Priscila Silva

Discriminado durante muitos anos, o samba demorou a conquistar espaço e ser reconhecido como um ritmo de grande importância para a cultura do Brasil. Mas, a situação atual é diferente. Apesar da inconstância que ora o coloca no topo, ora o coloca no fundo da gaveta, a verdade é que o gênero nunca morre. Hoje, o samba pode ser considerado um ritmo que serve de inspiração para vários outros. E, além disso, anda conquistando também o público jovem, que lota os espaços destinados ao ritmo em Belo Horizonte e no Brasil.


Com as novas tecnologias, os músicos de hoje não param de criar vertentes do samba. O uso de instrumentos eletrônicos, como contra baixo, guitarras, teclados e pedaleiras, faz com que o samba ganhe uma nova “cara”. Ritmos como o rock, reggae e funk buscam inspiração para suas músicas e grupos de pagode foram resgatar toda a poesia do mestre Cartola, fazendo o mesmo samba romântico, com novos instrumentos, mas com a mesma intenção: intenção de se fazer samba.


“O samba se renova, abraça o que nasce de novo”, afirma Acir Antão, locutor da Rádio Itatiaia, e um grande apaixonado por música. Prova disso, são os cantores já bem sucedidos em outros ritmos, que também se renderam à musicalidade do gênero. Em 2006, Marisa Monte buscou na Velha Guarda da Portela, inspiração para fazer o disco Universo ao meu Redor, que conquistou o Grammy Latino de melhor disco de samba-pagode. No final de 2007, Maria Rita também resolveu experimentar o samba, e lançou um disco cujo nome, Samba Meu, revela que a intérprete se entregou ao gênero musical. A maior parte das composições do disco é de Arlindo Cruz, um dos grandes representantes do ritmo.


Tudo isso tem uma explicação. O samba hoje é a música preferida dos jovens entre 20 e 30 anos. Em Belo Horizonte, é possível perceber o apreço deles pelo gênero. Tem samba para todos os gostos. Samba que começa às 14h toda segunda, samba que começa às 2h da manhã todos os sábados. “São mais de 200 lugares dedicados ao ritmo na capital”, afirma Mestre Affonso, radialista da rádio Itatiaia, diretor de bateria e um apaixonado pela Estação Primeira de Mangueira. “Isso é samba que não acaba mais”, brinca.

Boa música e ambiente seguro

Cerveja “super-gelada”, tira-gostos, apresentações de grupos animados. Não importa o dia da semana nem a distância do local. Os amantes do Samba ignoram os detalhes para chegar até o som, mas sempre são consumidores exigentes quando questionados sobre a qualidade das casas de samba. Diferente do pensamento prático de que tais lugares são para paquerar, ficar e conhecer as pessoas “melhor”, a maioria dos freqüentadores está preocupada com o divertimento, longe, é claro, da violência e dos tumultos freqüentes em locais de música ao vivo. “Gosto de freqüentar casas de samba porque adoro esse gênero musical. Além disso, a tranqüilidade e o ótimo ambiente desses locais fazem toda a diferença quando penso em escolher um lugar para me divertir, afirma o designer gráfico Ronei Luiz de Sousa, de 40 anos.


Exemplo de sucesso, com respeito às preferências do consumidor, uma das casas mais antigas da capital, o Sapucaí 511, oferece o que há de melhor no samba de raiz. Constantemente há apresentações de grupo que trazem novidades. Além de muita animação em um ambiente despojado e aconchegante, o local é ideal para apreciadores do gênero e para os amantes de um bom buteco, parte essencial da grande BH, cidade dos bares, como é carinhosamente conhecida.


O Cartola Bar, tradicional casa de samba da capital, que há 13 anos proporciona aos amantes do gênero momentos inesquecíveis através de shows com grandes músicos que tocam o melhor do samba de raiz, prova que ao longo dos anos o interesse dos jovens pelo ritmo e sua importância cultural aumentou muito. Toda a poesia das composições do mestre Cartola e de tantos outros artistas, fazem a cabeça da moçada que lota o espaço de quinta a domingo. “Tenho notado sim o aumento do interesse dos jovens pelo samba, principalmente, os universitários. Esse interesse maior da juventude pelo ritmo é muito bom, porque tira também a imagem de que só as pessoas mais velhas apreciam esse gênero musical”, afirma um dos fundadores do Cartola, Cláudio Rangel da Silva.


O Cartola é apenas um dos locais dedicados ao samba do bairro Caiçara. Outros espaços também promovem esse gostoso ritmo no bairro, como o Ziriguidum, que fica na Avenida Presidente Carlos Luz, a famosa “Catalão”, e o Opção, que fica na Rua Alabandina, pertinho do Shopping Del Rey.


Existe hoje uma aproximação maior entre o jovem e a cultura brasileira e, em conseqüência, houve o aumento da valorização do samba a partir da descoberta de grandes mestres. Animadas rodas de samba, estão tomando conta de festas, bares e restaurantes, resgatando uma cultura que se concentrava mais no Rio de Janeiro. Ao longo dos anos, percebeu-se um preconceito da sociedade, da indústria cultural e da juventude com relação ao samba.


Entretanto, os jovens, enfim, perceberam que a música vai além de um simples refrão fácil. Com senso crítico e ouvido apurado, essa nova geração está descobrindo aos poucos, que o samba não é um som meramente reciclável, mas sim, um ritmo que além de ser é fonte de inspiração para a música brasileira, faz parte também da cultura do nosso país, que tem a diversidade como marca registrada.